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Gostou de “Sully”? Conheça 6 outros pilotos heróis

Se você é um apaixonado por aviação e por cinema assim como eu, não deve estar se aguentando para ver o filme “Sully – O herói do Rio Hudson”, baseado no impressionante acidente aéreo ocorrido com o Airbus 320 que fazia o voo 1549 da US Airways.

Não lembra? Ok, vamos recapitular: o voo comercial 1549 era de rotina entre Nova Iorque e Charlotte, na Carolina do Norte (EUA). Porém, no dia 15 de janeiro de 2009, caiu no rio Hudson seis minutos após decolar do Aeroporto LaGuardia.

A causa foi que o A320 passou no meio de um grupo de gansos-do-canadá logo após a decolagem, ocasionando a perda de potência nos dois motores. O comandante Chesley “Sully” Sullenberger, de 57 anos, um ex-piloto de caça, imediatamente percebeu que a aeronave não conseguiria chegar a nenhum dos aeroportos próximos dali e que a única alternativa era o rio Hudson.

Brilhantemente executado, o pouso de emergência salvou todos os 150 passageiros e 5 tripulantes. Os pilotos foram imediatamente alçados ao status de heróis nacionais. Porém, o filme retrata a história por trás disso tudo.

Sully, interpretado por Tom Hanks, sofreu uma investigação rigorosa sobre sua reputação e carreira, e é isso que o filme vai mostrar. A direção do longa, com data de estreia prevista para o dia 1º de dezembro, ficou à cargo de ninguém mais, ninguém menos que Clint Eastwood. Será que essa soma vai dar certo SIM ou COM CERTEZA? Bem, assista ao trailer:

 

Mas o que tudo isso tem a ver? Bom, que essa história é sensacional, todos sabemos, tanto é que virou filme. O que eu quero trazer para você hoje são outras 6 histórias igualmente impressionantes de pilotos que foram verdadeiros heróis, cada um do seu modo, e conseguiram salvar muitas vidas.

A ordem que defini foi de acordo com a quantidade de vidas salvas, da menor para a maior. Confira a lista:

6. Cmte. Robert Schornstheimer

Número de vidas salvas: 89 passageiros e 6 de 7 membros da tripulação; apenas uma fatalidade.

N360x244xSCHORNSTHEIMER-Robert-Captain-Aloha-Airlines.jpg.pagespeed.ic.nxYPMa3Uaco dia 28 de Abril de 1988, em uma curta viagem de avião de Hilo a Honolulu, os passageiros do Boeing 737-297 ficaram aterrorizados ao verem parte do teto da cabine simplesmente rasgar e desaparecer em pleno voo, resultado de uma descompressão explosiva, deixando-os expostos e protegidos apenas por seus cintos de segurança.

A aeronave voava a 24 mil pés em velocidade de cruzeiro, o que fez com que os passageiros imediatamente fossem castigados pelo vento forte e privação de oxigênio. O pesadelo era ainda maior devido ao rompimento dos fios de comunicação, que fez com que os comissários de bordo passassem a acreditar que o piloto estava morto devido à falta de comunicação.

O Boeing, fabricado em 1969 e batizado de Rainha Liliuokalani, foi entregue novo à Aloha Airlines e não havia registros de incidentes até então. A aeronave decolou normalmente e, enquanto sobrevoava Maui, uma parte do teto se rompeu e a aeronave começou a rolar. O Cmte. Schornstheimer conduziu o aviação até o aeroporto Kahului, onde efetuou um impressionante pouso de emergência.

O que torna a história ainda mais surpreendente é que não havia nenhum plano de catástrofe para este cenário. O Cmte. Schornstheimer improvisou tudo e a operação foi considerada sem precedentes. A única fatalidade foi a da aeromoça C.B. Lansing, que foi arremessada para fora da aeronave. Outros 65 passageiros e tripulantes ficaram feridos.

Aloha

5. Cmte. Alfred C. Haynes

Número de vidas salvas: 184 sobreviventes de 296.

haynesO voo United 232 ia de Denver a Filadélfia, com escala em Chicago, no dia 19 de julho de 1989 quando o motor da cauda do DC-10, fabricado em 1971, apresentou falha em uma das pás, ocasionando uma explosão.

Os outros dois motores localizados sob as asas continuavam operando, porém, os controles hidráulicos da aeronave localizados na cauda do avião, local da explosão, foram danificados pelos estilhaços, fazendo com que os pilotos não tivessem mais como utilizar as superfícies de controle.

O comandante Haynes e sua equipe tiveram que fazer um pouso de emergência em Sioux City utilizando apenas a potência dos dois motores restantes para controlar a aeronave, acelerando um e desacelerando o outro para fazer curvas, tornando as manobras bastante limitadas. Sem uso de flaps ou slats, o avião entrou na final mais rápido do que num pouso normal e se acidentou após tocar a asa na pista do aeroporto.

Esta história não tem um final tão feliz, uma vez que 112 dos 296 passageiros morreram, mas ainda é considerado um feito heroico por historiadores e aviadores, já que em aeronaves que apresentaram panes semelhantes ninguém sobreviveu.

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4. Cmte. Tadeusz Wrona

Número de vidas salvas: todos os 231 passageiros e tripulantes.

wronaEm 01 de novembro de 2011 o Cmte. Tadeusz Wrona teve de realizar um pouso de barriga com um Boeing 767-300ER lotado no aeroporto de Chopin, em Varsóvia. O voo 16 da LOT Polish Airliners havia saído do Aeroporto Liberty, em Newark, EUA, e cerca de 30 min após a decolagem foram reportadas falhas no sistema hidráulico central da aeronave.

Mesmo com os alertas, o Cmte. Wrona decidiu prosseguir com o voo para Varsóvia devido ao peso do combustível a bordo, necessário para o voo transatlântico. Tudo ocorreu normalmente até a aproximação final, quando o trem de pouso não baixou.

A tripulação abortou o procedimento e circulou o aeroporto por cerca de uma hora para queimar o combustível remanescente e para que a equipe do aeroporto evacuasse toda a área e os serviços de emergência fossem acionados.

Nesse intervalo de tempo foi realizada também uma inspeção visual por dois F-16 da Força Aérea Polonesa, confirmando que nenhum dos trens de pouso haviam abaixado. Tentativas de baixar o trem por meios alternativos também falharam.

O pouso foi efetuado com sucesso e nenhum dos passageiros ou membros da tripulação morreram ou foram feridos. Foram necessários apenas 90 segundos para evacuar totalmente o avião. O presidente da Polônia na época, Bronisław Komorowski, parabenizou a tripulação pelo pouso bem-sucedido.

3. Cmte. Robert Piche

Número de vidas salvas: todos os 293 passageiros e 13 tripulantes.

Capt.-Robert-PicheNo dia 24 de agosto de 2001, o voo 236 da Air Transat realizou o maior voo planado jamais registado na aviação comercial a jato. O Airbus 330 ficou sem combustível no meio do Oceano Atlântico e voou sem motores durante cerca de meia hora, ao longo de 120 km (65 milhas náuticas), com 306 pessoas a bordo.

O avião havia decolado de Toronto com destino a Lisboa, porém um vazamento de combustível devido à má manutenção e erros nos sensores fizeram com que aeronave ficasse com os tanques totalmente vazios. Felizmente, o Cmte. Piche era um piloto de planador experiente e conduziu o A330 até o Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, Açores, Portugal.

De 33.000 mil pés, a aeronave passou a descer a uma taxa de 2.000 pés por minuto. Se os cálculos não fossem precisos, eles iriam cair no meio do oceano. Sem energia elétrica, a tripulação contava apenas com uma pequena turbina movida a ar que alimentava os principais sistemas.

A aeronave chegou para pouso a uma velocidade de 200 nós, o que fez com que os pneus estourassem logo após o toque e o A330 sofresse diversas avarias. Porém, toda a operação foi considerada um sucesso e não houve perda de vidas. O avião continua em operação até hoje e os pilotos foram considerados heróis.

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2. Cmte. David Cronin

Número de vidas salvas: 346 sobreviventes de 355.

croninNo dia 24 de fevereiro de 1989, o voo United Airlines 811 tinha como rota sair de Honolulu, Havaí, com destino à Austrália. A bordo do maior avião na época, um Boeing 747-122, fabricado em 1970, viajavam 337 passageiros e 18 tripulantes.

Logo após a decolagem, por volta de 2 horas da manhã, a porta de carga da aeronave se abriu e desprendeu-se, causando uma descompressão explosiva. Imediatamente nove passageiros foram sugados para fora da aeronave. Alguns caíram no Oceano Pacifico e outros foram sugados pelos motores 3 e 4, que pegaram fogo.

O pior era esperado, porém o experiente Cmte. David Cronin estava no controle da aeronave. Após drenar boa parte do combustível, eles retornaram imediatamente para o aeroporto de Honolulu. Devido aos danos, os flaps só puderem ser estendidos parcialmente, fazendo com que a aeronave chegasse para pouso com uma velocidade de 200 nós.

Evitando por pouco que a aeronave varasse a pista, Cronin ordenou a imediata evacuação, que ocorreu em menos de 45 segundos. Além dos 9 mortos, outras 38 pessoas ficaram feridas. Um grande desastre, mas que poderia ter sido muito pior sem a experiência da tripulação.

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1. Cmte. William Hagan

Número de vidas salvas: todos os 398 passageiros e tripulantes.

williamO voo 2069 da British Airways seguia normalmente sua rota entre Gatwick, Inglaterra, e o Aeroporto Jomo Kenyatta, em Nairobi, no Quênia. Por volta das 5 horas da manhã, o Cmte. Hagan descansava no deck superior do Boeing 747–436 quando o co-piloto Phil Watson, no comando da aeronave, foi surpreendido com a entrada de um sequestrador, posteriormente identificado como Paul Mukonyion.

Mukonyion sofria de doenças mentais e tentou executar uma mudança de rota. Ao ouvir gritos, o Cmte. Hagan acordou e imediatamente se dirigiu ao cockpit, entrando em luta com o sequestrador. Nesse meio tempo, a aeronave estolou e desceu cerca de 10 mil pés.

Para dominar Mukonyion , instintivamente o comandante Hagan enfiou os dedos nos olhos do homem, que acabou se rendendo. Com isso o primeiro oficial recuperou o controle e o avião parou de descer. Após o incidente, os dois membros da tripulação foram premiados pelos seus atos de heroísmo.

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3 de abril de 2017

1 responses on "Gostou de “Sully”? Conheça 6 outros pilotos heróis"

  1. Eu gosto de seu artigo. Este gênero nunca foi um dos meus preferidos, pórem devo reconhecer que Sully, O Herói do Rio Hudson foi um bom filme. Definitivamente o ator principal é uma das azoes pelas quais o filme teve resumos positivos. Os filmes com Tom Hanks são meus favoritos. Acho que mais que filme de drama biográfico, é um filme de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Além, tem pontos extras por ser uma historia real. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas.

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